
Nesta terça-feira (8), a Federação Argentina de Futebol (AFA) passou a ser alvo de uma investigação conduzida pelo FBI e pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos por suspeitas de fraude envolvendo movimentações financeiras superiores a US$ 300 milhões (cerca de R$ 1,55 bilhão).
De acordo com o jornal argentino La Nación, as autoridades americanas apuram possíveis crimes de lavagem de dinheiro e fraude bancária relacionados a contratos internacionais administrados pela entidade. As investigações tiveram início em 2025 e já incluem a coleta de depoimentos.
O foco da apuração é a relação entre a AFA e a empresa TourProdEnter LLC, responsável por gerenciar pagamentos de contratos internacionais da federação. Pela companhia teriam passado centenas de milhões de dólares nos últimos meses.
Entre os contratos analisados estão um acordo de US$ 60 milhões com a Adidas, fornecedora de material esportivo da seleção argentina, e outro de US$ 40 milhões com a produtora Warner.
Além do presidente da AFA, Claudio Tapia, também é investigado o empresário Guillermo Toviggino, proprietário da TourProdEnter LLC, tesoureiro da entidade e considerado um dos principais aliados de Tapia.
A investigação é conduzida por procuradores do Departamento de Justiça dos Estados Unidos em Washington e na Flórida.
Enquanto enfrenta a investigação fora dos gramados, a seleção argentina segue na disputa da Copa do Mundo e se prepara para enfrentar a Suíça nas quartas de final, em busca do bicampeonato consecutivo.








