
Nesta terça-feira (7), o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicou nas redes sociais um vídeo criado com inteligência artificial em que aparece pilotando um caça militar em uma suposta missão para localizar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Na gravação, o personagem de Flávio recebe da “torre de controle” a missão de encontrar Lulinha, descrito como suspeito de desviar milhões de aposentados no escândalo do INSS. O vídeo também faz críticas à atuação da Polícia Federal, afirmando que as investigações não estariam avançando.
Durante a simulação, a aeronave sobrevoa a Península Ibérica e chega a identificar Lula e a primeira-dama Janja como um alvo incorreto, chamando o presidente de “presidente turista”. No desfecho, Lulinha é localizado em um prédio de alto padrão enquanto joga videogame.
O vídeo faz referência às investigações sobre fraudes no INSS. O nome de Lulinha passou a ser citado após o depoimento de um ex-funcionário de um empresário investigado, que relatou ter ouvido comentários sobre supostos pagamentos mensais ao filho do presidente.
As apurações também identificaram que um dos investigados, conhecido como “Careca do INSS”, firmou contrato com a empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, e realizou pagamentos de R$ 1,5 milhão. A Polícia Federal investiga se existe alguma relação empresarial entre eles.
A defesa de Lulinha nega qualquer irregularidade. Os advogados afirmam que a viagem dele a Portugal foi custeada por um empresário para avaliar um possível projeto de cannabis medicinal, mas sustentam que nenhum contrato foi firmado e que ele não recebeu recursos. A defesa também estuda solicitar o arquivamento da investigação por falta de provas.








