Uma investigadora da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) e outros três homens foram condenados pela Justiça por invadirem uma residência em Manaus utilizando uma falsa operação policial para cometer roubos e extorsão.

Segundo a decisão judicial, o grupo se apresentou como agentes da Polícia Civil, usando coletes táticos, distintivos, algemas e um mandado de busca e apreensão falsificado para entrar no imóvel. Após a invasão, a vítima foi coagida a entregar dinheiro e bens de valor.

O crime ocorreu em agosto do ano passado. De acordo com as investigações, os acusados levaram R$ 15 mil da vítima, sendo R$ 5 mil em dinheiro e R$ 10 mil transferidos por Pix. Também foram roubados um notebook, um relógio e outros objetos. A apuração revelou que não existia qualquer mandado judicial contra a vítima.

A investigadora Viviane Monteiro de Almeida recebeu a pena mais alta: 23 anos, 2 meses e 13 dias de prisão em regime fechado. Samuel da Costa Matos foi condenado a 19 anos, 10 meses e 20 dias. Já Alessandro Freire Naranjo e Jefferson Cavalcante Marcolino foram sentenciados a 16 anos, 6 meses e 27 dias de prisão, também em regime fechado.

Na sentença, a 8ª Vara Criminal da Comarca de Manaus destacou que mensagens extraídas de celulares, imagens de câmeras de segurança, extratos bancários e materiais apreendidos comprovaram a participação dos réus. O grupo foi condenado por roubo majorado, extorsão majorada e uso de documento falso. A acusação de associação criminosa, no entanto, foi rejeitada por insuficiência de provas sobre uma atuação permanente entre os envolvidos.