A paralisação surpresa do transporte coletivo nesta segunda-feira (20) deixou milhares de passageiros sem opção de deslocamento em Manaus. Trabalhadores e estudantes enfrentaram longas esperas em pontos de ônibus e estações de transbordo em diferentes regiões da capital.

Com a redução da frota nas ruas, a procura por aplicativos de mobilidade aumentou rapidamente, provocando alta significativa na tarifa dinâmica. Em alguns trajetos, os valores chegaram a dobrar e, em casos mais extremos, ultrapassaram três vezes o preço habitual.

No início da tarde e durante o horário de pico, passageiros relataram aumentos expressivos. Corridas entre bairros das zonas Sul e Centro-Sul até a região central, que normalmente custavam entre R$ 12 e R$ 18, chegaram a variar de R$ 35 a R$ 55. Em deslocamentos mais longos, saindo das zonas Norte e Leste, valores que costumavam ficar próximos de R$ 25 ultrapassaram R$ 80.

Diante dos preços elevados, alguns usuários buscaram alternativas como caminhar até vias com menor movimento ou esperar a redução da tarifa dinâmica, aumentando o tempo de espera para conseguir transporte.

A paralisação foi convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus após impasses nas negociações com as empresas. A categoria afirma que a mobilização ocorre devido a atrasos no pagamento de salários e benefícios.

O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amazonas (Sinetram) informou que foi surpreendido pela paralisação e declarou que busca medidas para garantir o retorno da circulação dos ônibus e reduzir os impactos à população.