João Paulo Rodrigues, um dos coordenadores nacionais do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), afirmou que o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva registra, até o momento, o pior desempenho em relação às demandas do movimento por reforma agrária. Em entrevista ao programa Frente a Frente, do Canal UOL, o dirigente atribuiu o cenário às restrições orçamentárias e à condução da política econômica do governo.

Segundo Rodrigues, o governo deve encerrar o ano com cerca de 10 mil famílias assentadas. Na avaliação dele, esse ritmo é insuficiente para atender à demanda do movimento, que estima haver aproximadamente 150 mil famílias à espera de assentamento.

Apesar das críticas, o dirigente confirmou o apoio do MST à candidatura de Lula à reeleição em 2026 e afirmou que participará da coordenação da campanha. Ele também defendeu que, em um eventual novo mandato, o governo acelere as desapropriações destinadas à reforma agrária por meio de decretos presidenciais, desde que haja recursos orçamentários para isso.

As declarações reforçam a cobrança do movimento por maior prioridade às políticas de reforma agrária, ao mesmo tempo em que mantêm o apoio político ao atual governo.