O influenciador e pré-candidato à Presidência da República pelo Missão, Renan Santos, defendeu nesta terça-feira (4) uma revisão dos incentivos fiscais concedidos pelo governo brasileiro. Durante uma sabatina promovida pelo grupo G4 e pelo site O Antagonista, ele afirmou que alguns benefícios devem ser mantidos, especialmente os relacionados ao agronegócio, mas criticou outros modelos de incentivo.

Ao citar um exemplo que considera necessário rever, Renan mencionou a Zona Franca de Manaus. Segundo ele, a política de benefícios fiscais concedidos às empresas instaladas no modelo precisa ser reavaliada. O influenciador afirmou ainda que a Honda teria R$ 16 bilhões em renúncia fiscal anual.

Renan também falou sobre a dificuldade de implementar mudanças desse tipo e garantir apoio no Congresso. Segundo ele, a estratégia seria construir uma articulação política com parlamentares, empresários, setores do agronegócio, veículos de comunicação e representantes da sociedade civil.

“Uma coalizão vai passar por eu convencer a Rede Globo, o empresariado, a agricultura e formadores de opinião a terem certos consensos, junto com líderes partidários, para que eu possa ter governabilidade”, afirmou.

Durante a sabatina, o pré-candidato também explicou o significado do bordão “roubou, matou”, utilizado por ele recentemente ao abordar questões relacionadas à segurança pública. Renan disse que a expressão surgiu entre apoiadores e seria uma reação ao que considera uma falha no modelo de ressocialização de criminosos.

Na avaliação dele, o sistema penal brasileiro teria ampliado excessivamente as garantias dos condenados e deixado as vítimas em segundo plano. Renan defendeu uma abordagem do direito penal que priorize a percepção de justiça por parte das vítimas.

“Temos que pensar em um direito penal voltado para vítima. A vítima só vai entender que o pacto social é válido se ela se sentir contemplada através do seu senso de justiça por uma pena que venha atingir o seu ofensor”, declarou.

Questionado sobre a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro, Renan afirmou ser favorável à revisão da dosimetria da pena aplicada a Bolsonaro. Ele disse, porém, que a análise deveria ser estendida a todos os envolvidos nas condenações relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023.