Manaus – A fumaça voltou a tomar conta de Manaus e já começa a mudar a rotina da população. O céu encoberto e o ar carregado são sinais de uma piora na qualidade do ar, situação que preocupa principalmente quem sofre com problemas respiratórios.

Na última quinta-feira (20), Manaus chegou a aparecer entre as cidades brasileiras com pior qualidade do ar no monitoramento da plataforma IQAir. Registros da própria plataforma mostram que a concentração de partículas finas, como o PM2,5, pode atingir níveis preocupantes na capital.

Para quem tem problemas respiratórios, a presença da fumaça pode ser ainda mais difícil de enfrentar. A exposição aos poluentes pode provocar irritação nas vias aéreas, tosse, falta de ar e agravamento de sintomas.

O cenário também é influenciado pelo aumento dos focos de calor no Amazonas. Até o dia 21 de agosto, o estado havia contabilizado 960 focos, segundo dados de monitoramento divulgados com base nas informações dos órgãos ambientais. O número já supera o registrado no mesmo período de 2025.

Os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) também mostram a continuidade do monitoramento dos focos de calor no estado durante agosto.

Com a estiagem amazônica, o tempo mais seco e as altas temperaturas favorecem a propagação das queimadas e podem contribuir para o aumento da concentração de fumaça no ar.

A recomendação para a população é redobrar os cuidados durante os períodos de maior presença de fumaça. Pessoas dos grupos mais sensíveis devem evitar exercícios físicos ao ar livre, manter as janelas fechadas quando o ar externo estiver muito contaminado e utilizar máscara em ambientes externos. A hidratação também é importante.

A própria IQAir recomenda que grupos sensíveis reduzam atividades ao ar livre e adotem medidas para diminuir a exposição ao ar contaminado.

Com a fumaça novamente presente no céu de Manaus, o alerta volta a ser não apenas ambiental, mas também de saúde pública.