
Bruno Bolsonaro Scheid (PL), candidato ao Senado por Rondônia, transformou o veículo utilizado na campanha em uma peça de crítica ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
A van recebeu adesivos com as frases “Fora Lula” e “Fora Moraes”, além de uma representação do chamado “pixuleco”, boneco que retrata Lula com roupa de presidiário, e uma caricatura do ministro.
Ligado ao grupo político do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliado da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), Bruno também declarou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República.
Pecuarista e estreante em disputas eleitorais, o candidato defende uma maior presença da direita no Senado. Entre as principais críticas apresentadas por ele estão as políticas do governo Lula voltadas ao agronegócio e a atuação do STF, que Bruno acusa de adotar posicionamentos ideológicos e contrários à Constituição.
Além da campanha, o candidato enfrenta uma discussão na Justiça Eleitoral sobre a utilização do sobrenome “Bolsonaro” em seu nome de urna. O Ministério Público Eleitoral questiona a denominação porque o nome civil do candidato é Bruno Scheid e ele não possui parentesco com a família Bolsonaro.
O órgão aponta que a utilização de sobrenomes associados a figuras políticas conhecidas pode levar eleitores a acreditar, de forma equivocada, que existe algum vínculo familiar ou político direto.
Em decisões recentes, a Justiça Eleitoral de estados como Rio de Janeiro e Mato Grosso acolheu questionamentos semelhantes apresentados pelo Ministério Público Eleitoral, relacionados ao uso de nomes de lideranças políticas durante campanhas.








