Manaus – O jovem Iago Victor Nascimento Colares, de 25 anos, morreu após ser espancado em Manaus. Segundo a família, ele sofreu graves agressões e foi levado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ao SPA da Colônia Oliveira Machado, onde morreu às 1h07 do dia 7. Iago era autista e, conforme o relato da mãe, havia saído de casa para comemorar uma conquista profissional.

Recentemente, o jovem havia conseguido uma oportunidade de trabalho como corretor de imóveis e estava cheio de planos para iniciar uma nova fase da vida. Na noite em que desapareceu, chegou a publicar registros nas redes sociais depois das 22h. Pouco tempo depois, a família perdeu completamente o contato com ele.

De acordo com a mãe, Iago foi levado para a unidade de saúde sem identificação, sendo atendido como desconhecido. Após a morte, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML), onde a identificação teria sido realizada por meio das digitais.

A família, porém, só descobriu que Iago havia morrido no dia 8. A mãe afirma que não conseguiu reconhecer o filho pessoalmente e precisou fazer o reconhecimento por meio de fotografia.

A situação ficou ainda mais angustiante quando os familiares começaram a buscar informações sobre o que havia acontecido.

Segundo a mãe, não foi localizado registro de ocorrência policial relacionado ao caso, apesar de Iago ter sido encontrado gravemente ferido, recebido atendimento de emergência e morrido posteriormente.

A família questiona como uma agressão com resultado de morte chegou aos serviços de emergência sem que, segundo o relato da mãe, houvesse um registro policial que ajudasse a esclarecer a origem dos ferimentos e as circunstâncias em que o jovem foi encontrado.

Agora, a investigação da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) precisa reconstruir os últimos momentos de vida de Iago e esclarecer uma série de perguntas: onde ele foi encontrado, quem o agrediu, por qual motivo, quem acionou o socorro e o que aconteceu antes de ele ser levado ao SPA.

Também deverá ser esclarecida a informação apresentada pela família sobre a ausência de uma ocorrência policial localizada até o momento.

Para a mãe, a dor da perda se mistura à falta de respostas. Ela quer saber o que aconteceu com o filho desde o momento em que saiu de casa até ser encontrado gravemente ferido.

Agora, a família cobra que as circunstâncias da morte sejam esclarecidas e que os responsáveis pela violência sejam identificados.