
Brasil – Joselito Vitor dos Santos morreu após passar sete dias internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital em São Paulo. Ele estava preso desde 30 de agosto, suspeito de abusar sexualmente de um menino de 11 anos na Praia da Enseada, no Guarujá, litoral de São Paulo.
Segundo o registro do caso, Joselito era amigo da família da criança e teria levado o menino para uma área localizada sob um deck na praia. Uma testemunha percebeu a movimentação e registrou imagens, o que levou à prisão do homem em flagrante.
Após permanecer preso desde a detenção no Guarujá, Joselito foi transferido para o Centro de Detenção Provisória (CDP) I de Pinheiros, em São Paulo. Segundo informações obtidas pela reportagem, durante o período em que esteve preso no litoral, ele teria sido alvo de violência praticada por outros detentos. Ainda conforme os relatos, o homem também teria sido vítima de violência sexual enquanto estava sob custódia.
Joselito deu entrada no CDP de Pinheiros em 9 de setembro com queimaduras e lesões pelo corpo. Três dias depois, passou mal e foi encaminhado inicialmente para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) na região da Lapa. Posteriormente, foi transferido para a UTI do Hospital Geral Vila Penteado.
O estado de saúde se agravou e, conforme o registro policial, ele apresentou disfunção renal e sepse de foco cutâneo, evoluindo para choque séptico refratário. Joselito morreu no dia 19 de setembro.
A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) informou que não houve registro de violência praticada por detentos que dividiam a cela com Joselito no CDP de Pinheiros. A pasta também afirmou que ele recebeu atendimento médico e foi encaminhado para unidades de saúde conforme os protocolos.
As circunstâncias das queimaduras, das lesões e dos relatos de violência durante o período de custódia deverão ser esclarecidas pelas autoridades.
O corpo de Joselito foi sepultado na manhã desta quinta-feira (24), no Cemitério Jardim da Paz, em Morrinhos, no Guarujá.







