Brasil – Uma mulher de 20 anos é investigada pela morte do companheiro, Juyan Martins dos Santos, de 28 anos, conhecido nas redes sociais como MC Juyan SP, no Parque Residencial dos Lagos, na zona sul de São Paulo. Segundo o relato apresentado pela jovem à própria mãe, ela teria reagido a uma agressão durante uma discussão e usado um fio elétrico para enforcar o homem.

O corpo de Juyan foi encontrado na tarde de quinta-feira (1º). Após o episódio, a mulher teria arrastado o corpo para o corredor de outro imóvel desocupado localizado no mesmo quintal. Em seguida, foi até a casa da mãe, onde teria chegado em estado de choque e contado o que havia acontecido.

Conforme as informações repassadas à Polícia Militar, a jovem afirmou que a discussão começou por motivos ainda não esclarecidos e evoluiu para uma situação de violência doméstica. Ela relatou que o companheiro teria danificado objetos da residência e, durante o conflito, pegado uma faca.

Ainda de acordo com a versão apresentada pela suspeita, ela utilizou um fio elétrico para se defender de uma possível tentativa de ataque. Durante a luta, teria aplicado o fio no pescoço de Juyan e percebeu posteriormente que ele não apresentava mais movimentos.

A mãe da jovem informou aos policiais que a filha apresentava marcas nos braços e aparentava ter um dedo quebrado após o episódio. Esses ferimentos também deverão ser analisados durante a investigação.

Tinha medida protetiva

Um dos pontos que chamou a atenção na investigação é que Débora Manuella Minelli Silva já tinha medida protetiva contra Juyan, relacionada a episódios anteriores de violência doméstica. Segundo informações apresentadas à polícia, o homem teria feito ameaças para que ela retirasse a proteção judicial.

Após contar à mãe o que havia acontecido, Débora teria afirmado que se apresentaria às autoridades em até 48 horas. No entanto, deixou o local e, até as últimas informações divulgadas, ainda não havia prestado depoimento formal.

A Polícia Civil investiga o caso e deverá esclarecer as circunstâncias da morte, a sequência da briga e a alegação de legítima defesa apresentada pela jovem. O caso foi registrado como homicídio doloso qualificado.