Nesta terça-feira (6), seis casos do Amazonas foram incluídos na “lista suja” do trabalho escravo, cadastro do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) que reúne empregadores responsabilizados por submeter trabalhadores a condições análogas à escravidão.

Segundo o MTE, os casos envolvem garimpo e trabalho doméstico. Ao todo, 61 trabalhadores foram resgatados nas ocorrências. Entre os registros estão Gerson Vieira da Silva, ligado ao resgate de 54 pessoas em um garimpo ilegal em Maués, e Thiago Trindade de Assis, relacionado ao caso de uma trabalhadora doméstica mantida por mais de 20 anos sem salário fixo e direitos trabalhistas.

Gerson aparece duas vezes no cadastro por autuações relacionadas à extração ilegal de minérios. O caso também foi alvo de investigações da Polícia Federal e da Operação Barões do Filão.

A fiscalização contou com auditores-fiscais do trabalho e apoio da PF, do Ministério Público do Trabalho (MPT) e da Defensoria Pública da União (DPU).
Com seis inclusões, o Amazonas ficou entre os estados com mais novos registros nesta atualização, empatado com o Maranhão e atrás de Minas Gerais, com 19, e Bahia, com oito.

Os nomes só entram na “lista suja” após a conclusão dos processos administrativos. Em regra, permanecem no cadastro por dois anos, podendo sair antecipadamente caso o empregador cumpra medidas previstas em acordo de ajustamento de conduta.