
Manaus – A cidade de Manaus registrou 993 atendimentos de saúde relacionados à exposição à fumaça durante outubro de 2026. O número representa um aumento expressivo em relação aos meses anteriores e evidencia os impactos da poluição provocada pelas queimadas sobre a população da capital amazonense.
Os dados são da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), divulgados na segunda-feira (2). O levantamento considera o período de 1º de agosto a 28 de outubro e aponta que Manaus acumulou 1.219 atendimentos relacionados à exposição à fumaça nesses quase três meses.
O crescimento das ocorrências chama atenção principalmente pela concentração dos registros em outubro. Em agosto, foram contabilizados 48 atendimentos. Em setembro, o número subiu para 178. Já em outubro, chegou a 993.
Um dos períodos mais preocupantes ocorreu entre os dias 22 e 28 de outubro, quando 458 pessoas precisaram de atendimento médico em apenas sete dias devido a sintomas associados à exposição à fumaça.
Tosse, falta de ar e dor no peito
Entre os principais sintomas apresentados pelos pacientes estão tosse, dificuldade para respirar, febre, dor de cabeça, dor no peito, coriza, fadiga, irritação na garganta, mal-estar e vômito.
A exposição prolongada à fumaça das queimadas representa um risco à saúde, principalmente por causa das partículas finas presentes no ar, que podem penetrar profundamente nos pulmões e atingir a corrente sanguínea.
Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias ou cardiovasculares estão entre os grupos mais vulneráveis aos efeitos da poluição.
Amazonas registra 718 casos de intoxicação
O levantamento da FVS-RCP também aponta 718 casos de intoxicação por fumaça em 18 municípios do Amazonas, considerando o período de agosto a outubro.
Manaus concentra a maior quantidade, com 670 registros. Na sequência aparecem Autazes, com 57 casos, e Manacapuru, com 14.
Também foram contabilizados casos em Iranduba (11), Careiro da Várzea (8), Itacoatiara (8) e Borba (4).
O cenário reforça os impactos das queimadas sobre a saúde pública no Amazonas, especialmente durante os períodos de estiagem e aumento da concentração de fumaça na atmosfera.









