A cada dia que passa, progressivamente, as pessoas estão mais interessadas em construir um negócio próprio, seja de forma física ou relacionados a investimentos online. Trilhar um caminho empreendedor tem sido o maior objetivo de vida de várias pessoas e, neste sentido, você já deve ter ouvido falar sobre um certo tipo de negócio: as startups.
Mas o que são startups? Trata-se de empresas que possuem propostas de negócios ousadas, transformadoras e com grandes chances de crescimento. As startups podem surgir em qualquer setor ou tipo de empreendimento e, geralmente, utilizam recursos tecnológicos como suporte e estrutura na maioria de suas transações.
As startups também contribuem para um grande fluxo de negociações associadas à internet na Bolsa de Valores, e isso vem atraindo a atenção de muitos investidores, sendo que vários deles conquistaram resultados impressionantes aplicando em ações nesse setor.
A expressão “unicórnio” surgiu em 2013 através do fundador da Cowboy Ventures, Aillen Lee, que definiu esse termo para startups que valem mais de 1 bilhão de dólares. Esse conceito foi criado porque essas empresas enfrentam muitos desafios e obstáculos, mas mesmo assim sobrevivem e alcançam essa meta, que é rara.
Em janeiro de 2020 o Brasil conquistou seu 11º unicórnio. A última empresa a receber uma avaliação de US$ 1 bilhão foi a Loft, uma startup do setor imobiliário que conseguiu um investimento de US$ 175 milhões liderado por Andreessen Horowitz. O fundador do Instagram Mike Krieger e Hugo Barra, ex-Xiaomi e atualmente executivo do Facebook, assim como Valor Capital e QED, estão entre os outros investidores que acreditaram na Loft.
Fundada em 2018, a Loft alcançou o status de unicórnio mais rápido do que qualquer outra startup brasileira. A empresa focou inicialmente na venda de imóveis de luxo em áreas nobres de São Paulo. Após comprovar seu modelo de negócio, expandiu-se para outros 16 bairros da megalópole brasileira e passou a apostar em apartamentos mais baratos.
Os unicórnios têm florescido no Brasil, que atualmente conta com onze empresas desse tipo, mais do que em qualquer outro país da América Latina. São elas: 99 Táxi, Ebanx, Gympass, iFood, Arco Educação, Loft, Loggi, NuBank, Stone, Quinto Andar e WildLife. Essas startups conquistaram em 2019, mais de 1,2 bilhão de dólares e outros US$ 175 milhões apenas em janeiro de 2020.
Aceleradores, incubadoras e “business angels” (investidores privados) se juntaram ao ecossistema de negócios no Brasil nos últimos anos, onde existem cerca de 12,8 mil empresas emergentes, segundo dados da Associação Brasileira de Startups (Abstartups).
A cidade de São Paulo, motor econômico do país, surge como um dos pólos mais poderosos da região neste campo e, por isso, gigantes como Google e Facebook já lançaram importantes iniciativas regionais para promover o desenvolvimento nesta área.
De acordo com o relatório divulgado este ano pela Global Startup Ecosystem, uma das mais reconhecidas e extensas do setor, a capital paulista está na lista dos trinta ecossistemas empresariais mais promissores do mundo, onde o Vale do Silício continua sendo rei.
Como exemplo, a Gympass “explodiu” após a SoftBank anunciar um investimento de 300 milhões de dólares na plataforma de intermediação entre academias, usuários e empresas para promover a prática esportiva entre os colaboradores. O investimento da Softbank faz parte da estratégia de seu Fundo de Inovação na América Latina, que inclui investimentos de US$ 5 bilhões em empresas de tecnologia da região.
“O mercado de startups (empresas emergentes) cresce entre 15% e 20% ao ano no Brasil”, afirmou o presidente da Abstartups, Amure Pinho, confiante de que três ou quatro outras criaturas mitológicas chegarão em breve no país.
O avanço de grandes empresas emergentes no Brasil e o desembarque de fundos de investimento interessados no setor sugerem que o país poderá conquistar um nicho importante no campo global de startups nos próximos anos, conforme explicou Clara Bidorini, uma das diretoras da Kyvo, uma consultoria de inovação e aceleradora de startups.
Além de gigantes como Google e Facebook, cada vez mais empresas apostam em aceleradores de startups para promover a inovação em sua área. Para o presidente da Abstartups, as empresas perceberam que o mundo está mudando e precisam apostar na inovação. Quem serão os próximos unicórnios do Brasil? Veremos!
Fonte: D24am








