Brasil – O deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG), que já foi senador, disputou a Presidência da República em 2014 e perdeu para a ex-presidenta Dilma Rousseff (PT), tem tentado se colocar como um nome da terceira via na disputa presidencial.

Dessa maneira, a Executiva Nacional do Cidadania, que forma federação com o PSDB, aprovou na última sexta-feira (22), por unanimidade, resolução em apoio à pré-candidatura de Aécio Neves à Presidência da República. O diretório paulista do PSDB também aprovou resolução no mesmo sentido.

Nesta segunda-feira (25), Aécio Neves foi entrevistado pelo UOL e quando questionado se pretende disputar novamente o Palácio do Planalto, tergiversou:

“Eu estou muito bem comigo, sabe? Estou leve. Eu tenho uma história honrada, meus filhos se orgulham da minha trajetória, meus amigos, sabe? Estou livre, leve e solto para apresentar um projeto do Brasil. Posso ser candidato? Quem sabe, né? Mas posso não ser e ser feliz do mesmo jeito. Mas eu não acho que o Brasil merece eternizar essa polarização, como eu disse, tão rasa e que tanto mal vem fazendo aos brasileiros.”

Nesta linha de raciocínio, Aécio Neves afirmou que não vê o presidente Lula como seu inimigo e que combate o PT de maneira programática:

“Fui senador combatendo o PT. Aliás, eu combato o PT muito antes de o Bolsonaro ser uma figura nacional. E combato conceitualmente. Não é por isso que eu acho que o Lula é meu inimigo. Mas eu divirjo frontalmente das práticas do seu governo, da política fiscal expansionista, que, ao final, vai nos levar a manter essa taxa de juros lá em cima, como defesa da inflação crescente.”