A possibilidade de um novo El Niño no segundo semestre acende um alerta no Amazonas. Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), há 80% de chance de o fenômeno se formar entre junho e agosto, aumentando o risco de seca severa, queimadas e fumaça em Manaus e no interior do estado.

Nas últimas ocorrências intensas do El Niño, em 2023 e 2024, o Amazonas registrou recordes de focos de calor e enfrentou meses sob fumaça, com impactos na saúde da população, na navegação e até no transporte aéreo. Em 2024, o Rio Negro atingiu o menor nível já registrado em Manaus.

Diante do cenário, o Governo do Amazonas mantém a Operação Tamoiotatá para combate aos incêndios florestais e ampliou a estrutura do Corpo de Bombeiros, com novas bases, viaturas e equipamentos. Municípios também buscam apoio para reduzir o uso do fogo na atividade rural.

Especialistas alertam que a região precisa avançar em medidas de adaptação para enfrentar eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes e seus impactos sobre comunidades, economia e meio ambiente.