
Brasil – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), assume interinamente nesta quinta-feira, 16 de julho, a presidência da Corte durante o recesso do Judiciário em um rodízio com Edson Fachin, de quem é vice.
Quatro anos após presidir o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante a corrida presidencial de 2022, Alexandre de Moraes mantém uma sombra sobre o bolsonarismo, que tem o magistrado como seu maior rival no Supremo, às vésperas da eleição deste ano.
Edson Fachin retornará ao comando do STF no início de agosto, com a retomada dos trabalhos do Tribunal. Mas o breve período de Moraes à frente da instituição se dará em um contexto pouco trivial, com investigações sensíveis sobre aliados de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em curso e ainda sob os desdobramentos da decisão que impede o presidenciável de visitar Jair na prisão domiciliar até o primeiro turno, ampliando as tensões de longa data com a direita.
Moraes, vale lembrar, é campeão de pedidos de impeachment de bolsonaristas no Congresso, já que o ministro supervisionou as eleições de 2022 enquanto estava à frente de inquéritos como o das fake news e das milícias digitais no Supremo e interviu em momentos críticos como as operações da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em redutos lulistas durante o segundo turno, quando ameaçou prender o diretor-geral da instituição caso os bloqueios nas rodovias não fossem desfeitos.
Após a derrota de Jair Bolsonaro nas urnas, Moraes protagonizou o julgamento do TSE que tornou o ex-presidente inelegível até 2030 e o da trama golpista no STF, que condenou Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão junto de vários expoentes de seu governo.







