Coari – A amazonense Lu Garcia, natural de Coari, repercutiu nas redes sociais após publicar uma série de vídeos em que comenta o cenário político brasileiro e faz críticas ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, principalmente em relação aos episódios relacionados à educação e à pandemia de Covid-19.

Nas gravações, Lu afirma que o Brasil “não merece Lula”, e utiliza como argumento o histórico de dificuldades orçamentárias enfrentadas pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM) durante a gestão Bolsonaro.

Os dados oficiais da própria universidade confirmam que houve redução nos recursos destinados ao custeio da instituição. Em 2019, a UFAM tinha R$ 67,48 milhões para despesas de custeio. Em 2022, o valor caiu para R$ 57,22 milhões, uma redução nominal de aproximadamente R$ 10,26 milhões, sem considerar a inflação do período.

O custeio inclui gastos essenciais para o funcionamento da universidade, como contratos de serviços, materiais, manutenção, diárias, passagens, bolsas e benefícios estudantis. Em 2022, a administração da UFAM informou que o orçamento disponível já era inferior ao considerado necessário para manter a estrutura da instituição.

Além disso, em 2019, a universidade foi atingida pelo bloqueio de recursos anunciado pelo Ministério da Educação. Documento divulgado pela própria UFAM na época registrou um bloqueio de cerca de R$ 38 milhões, equivalente a aproximadamente 5,3% do orçamento previsto para aquele ano.

Em 2022, a UFAM voltou a alertar para os efeitos dos cortes e informou que precisou redimensionar despesas em áreas como vigilância, limpeza, energia, combustível e manutenção. A instituição também afirmou que o orçamento daquele ano havia sido agravado por novos cortes do MEC.

Lu Garcia também faz referência à condução da pandemia no Amazonas, especialmente à crise de oxigênio que atingiu Manaus em janeiro de 2021. Naquele período, hospitais da capital ficaram sem oxigênio, provocando uma das situações mais graves da pandemia no Estado. Relatos e investigações posteriores apontaram que autoridades federais haviam recebido alertas sobre o risco de desabastecimento antes do colapso.

Em 2025, a Justiça Federal determinou que União, Estado e Prefeitura de Manaus adotassem medidas relacionadas às mortes e violações de direitos decorrentes da crise de oxigênio. O MPF também apontou problemas no planejamento do fornecimento de oxigênio e na transferência de pacientes para outras unidades da federação.

Nos vídeos, a amazonense utiliza os episódios para apresentar sua avaliação sobre os governos Lula e Bolsonaro e defender seu posicionamento político. As declarações repercutiram nas redes sociais. VEJA AQUI!!!