Amazonas – O número de casos confirmados de sarampo no Amazonas subiu de 10 para 17 em apenas uma semana, segundo boletim epidemiológico divulgado nesta quinta-feira (15) pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP). Os registros foram contabilizados entre 1º de setembro e 14 de outubro de 2026, todos na região do Alto Solimões, na fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia.

Tabatinga concentra o maior número de confirmações, com nove casos. Em seguida aparecem Benjamin Constant, com cinco, Atalaia do Norte, com dois, e São Paulo de Olivença, com um.

Desde setembro, o estado contabilizou 34 notificações da doença. Desse total, 17 foram confirmadas, 10 descartadas e sete permanecem sob investigação. Até a divulgação do boletim, não havia registro de mortes por sarampo nesse grupo de notificações.

Vacinação

A situação vacinal dos pacientes chama a atenção: 14 dos 17 diagnosticados não estavam vacinados, enquanto um não informou se havia recebido as doses. O levantamento também aponta que nove pacientes têm menos de cinco anos, faixa etária que exige atenção especial à imunização.

A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A orientação é conferir a caderneta de vacinação e procurar uma unidade de saúde para atualizar as doses, conforme o calendário vacinal.

Sintomas e prevenção

O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa. Entre os principais sintomas estão febre alta, manchas vermelhas na pele, tosse, coriza e conjuntivite.

Pessoas com sintomas suspeitos devem procurar atendimento de saúde e informar sobre possíveis viagens ou contato com pessoas provenientes de áreas onde há circulação do vírus. A vacinação é a principal forma de prevenção contra a doença.