
O Ministério Público Federal (MPF) em Minas Gerais ajuizou ação civil pública contra a TV Globo questionando a forma como a emissora pronuncia a palavra “recorde”. O processo foi apresentado pelo procurador Cléber Eustáquio Neves, que pede a correção da pronúncia na programação e indenização de R$ 10 milhões por suposta lesão ao patrimônio cultural imaterial da língua portuguesa. A informação foi divulgada pela coluna Outro Canal, da Folha de S.Paulo.
Na ação, o procurador sustenta que “recorde” é uma palavra paroxítona, com tonicidade em “cor” (reCORde), e não proparoxítona (“RÉ-corde”), como, segundo ele, tem sido pronunciada por jornalistas da emissora. Para embasar o pedido, foram anexados trechos de programas como o Jornal Nacional, o Globo Esporte e o Globo Rural.
O MPF argumenta que, por exercer papel relevante na difusão de informações, a emissora deve observar a norma culta da língua portuguesa. A ação pede retratação em rede nacional e pagamento de indenização.
Procurada, a Globo informou que não comenta processos em andamento. O MPF confirmou a existência da ação, mas não detalhou o caso. A emissora ainda não apresentou defesa.







