
Manaus – O novo adiamento do júri envolvendo o empresário e ex-apresentador Alex Braga voltou a provocar revolta entre familiares da vítima e pessoas que acompanham o caso. Acusado pelo Ministério Público de crimes como estupro, aborto sem consentimento da gestante e violência psicológica, Braga ainda aguarda julgamento pelo Tribunal do Júri no Amazonas.
Familiares afirmam que a sequência de adiamentos aumenta o sofrimento e fortalece a sensação de impunidade. Nos bastidores, pessoas próximas ao caso apontam supostas estratégias jurídicas e pedidos sucessivos que estariam contribuindo para a demora do julgamento.
“Queremos justiça. Cada adiamento é mais dor para a família”, desabafou uma pessoa ligada à vítima.
O caso ganhou repercussão após o Ministério Público denunciar Alex Braga por estupro, aborto provocado sem consentimento e violência psicológica. Segundo as investigações, a vítima teria sido abusada sexualmente e, posteriormente, pressionada a interromper a gravidez decorrente do crime.
A Justiça do Amazonas decidiu levar o empresário a júri popular após entender que existem indícios suficientes para que o caso seja analisado pelos jurados. A decisão, no entanto, não representa condenação definitiva.
Enquanto o julgamento não acontece, cresce a cobrança por celeridade. Nas redes sociais, manifestações pedem que o caso não seja esquecido e que a Justiça dê uma resposta rápida diante da gravidade das acusações.
Mais sobre a vítima
Bruna Aguiar Holguim, apontada como vítima no caso envolvendo Alex Braga, tinha 30 anos quando o Ministério Público do Amazonas apresentou a denúncia. Segundo os relatos divulgados pela investigação, ela era prima da então esposa de Alex e estava na residência da família ajudando nos cuidados do pós-parto quando teria ocorrido o crime, em março de 2023.
De acordo com o inquérito policial, Bruna afirmou que foi ameaçada com arma de fogo e obrigada a manter relação sexual sem consentimento. Meses depois, ela descobriu a gravidez e relatou ter sofrido pressão psicológica e ameaças para interromper a gestação. As investigações apontam que o aborto teria sido provocado mediante coação e uso de medicamento abortivo.
As reportagens também relatam que Bruna deixou Manaus e voltou para a casa da mãe, em Jutaí, no interior do Amazonas, após afirmar que vinha sofrendo perseguições, ligações e tentativas de descobrir seu paradeiro. Em depoimento, ela disse ter desenvolvido crises de pânico, insônia, ansiedade e sintomas de estresse pós-traumático.
O Ministério Público sustenta a acusação com laudos psicológicos, exames médicos, áudios e depoimentos anexados ao processo. Já a defesa de Alex Braga nega as acusações e afirma que ele seria alvo de perseguição política.
Confira o áudio abaixo:







