O governador do Amazonas, Wilson Lima, mais uma vez pediu a população para que não realizassem festas clandestinas para evitar a propagação da Covid-19. Em anúncio do novo decreto na tarde desta quarta-feira (31), Lima disse que “não há sistema de saúde que aguente” caso haja um novo aumento de casos no estado.

Frente a dados de que o Amazonas está na fase laranja, ou seja, a terceira etapa de classificação da pandemia no estado, o governador Wilson Lima aproveitou a ocasião para reforçar mais uma vez que este não é um momento para se comemorar.

“Vemos nas redes sociais, pessoas com copo passando de boca em boca. Não é só papel das autoridades (evitar aumento de casos), é papel de todo mundo”, começa. “Se continuarem fazendo festas clandestinas, não há sistema de saúde de aguente”, reafirma.

O estado hoje é recordista no Brasil no quesito vacinação, já tendo aplicado um total de 553.026 doses, incluindo as duas etapas. “A vacina chegou então a gente já pode se abraçar? Não, não é assim! Podemos ter uma terceira onda, como estamos vendo na Europa, pois ela é o nosso espelho. Quando acontece lá, acontece no Amazonas e depois no restante do Brasil”, disse o governador ao comparar a atual situação do continente.

Festas clandestinas no AM 

A operação “Pela Vida”, coordenada pela Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM), encerrou no último dia 14 um “Rolezinho” na avenida Nathan Xavier, no bairro Novo Aleixo, zona norte de Manaus. Cerca de mil pessoas estavam aglomeradas no local, sem máscaras ou qualquer equipamento de proteção contra a covid-19.

A operação policial visa coibir crimes sanitários em meio à pandemia de Covid-19. A desobediência a medidas sanitárias que visam conter doenças contagiosas é um crime previsto no Artigo 268 do Código Penal Brasileiro, desde dezembro de 1940. A pena de detenção varia de um mês a um ano e multa.

Fonte: Em tempo