Após uma reportagem do jornal A Folha de São Paulo afirmar que vacinas vencidas foram aplicadas no Brasil, o governo federal, além dos estaduais e até municipais se pronunciaram negando tal possibilidade. Um dos primeiros a se pronunciarem foi o Ministério da Saúde, que disse que nenhuma dose vencida de vacina contra a covid-19 é repassada aos estados e ao Distrito Federal.
O ministério ainda afirmou que o prazo de validade dos imunizantes é rigorosamente acompanhado desde o recebimento até a distribuição. Os estados são orientados a distribuírem imediatamente os imunizantes recebidos, sendo obrigação dos gestores locais do Sistema Único de Saúde (SUS) fazer o armazenamento correto e a aplicação das doses dentro do prazo de validade.
A divulgação da informação foi motivada pela publicação de uma matéria do jornal Folha de S.Paulo. Segundo a publicação, cerca de 26 mil doses de vacinas da AstraZeneca teriam sido aplicadas após o vencimento em 1.532 municípios.
No levantamento realizado pela Folha de São Paulo, a sala de vacina da Secretaria de Saúde de Maringá (PR) foi responsável por 3.023 dos 3.536 casos na cidade. Depois do município paranaense, aparecem Belém, com 2.673, São Paulo, com 996, Nilópolis (RJ), com 852, e Salvador, com 824. Outras aplicaram menos de 700 vacinas vencidas, sendo que a maioria não passou de dez doses. A Prefeitura de Maringá negou que tenha feito a distribuição de vacinas vencidas.
“Sobre reportagem da Folha de S. Paulo que denuncia suposta vacinação contra covid-19 com imunizantes vencidos, Marcelo Puzzi, secretário da Saúde de Maringá, explica: ‘O lançamento no Sistema Conect SUS está diferente do dia da aplicação da dose. Isso porque, no começo da vacinação, a transferência de dados demorava a chegar no Ministério da Saúde, levando até dois meses. Portanto, os lotes elencados são do início da vacinação e foram aplicados antes da data do vencimento. Concluindo, não houve vacinação de doses vencidas em Maringá e sim erro no sistema do SUS’”, disse a prefeitura de Maringá.








