Brendo Cristian da Silva Neves,  de 19 anos, o namorado de Maria Elisa da Silva Viana, de 20 anos, confessou ter assassinado a jovem a facadas na manhã do dia 17 deste mês, em um apartamento no conjunto Viver Melhor 2, na Zona Norte de Manaus. Após o crime, ele disse ter tentado cometer suicídio. Após receber alta da unidade hospitalar na segunda-feira (27), ele foi ouvido pela delegada Marília Campello, do Núcleo de Combate ao Feminicídio da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).

“Ele confessa o feminicídio e diz que o casal estava tomando um café, quando Maria Elisa, com ciúmes dele, teria quebrado uma garrafa que estava na cozinha e perfurado o peito dele. A partir daí, ele conta que pegou uma faca e passou a desferir os golpes na jovem. A vítima foi encontrada com várias perfurações, mas em depoimento ele disse  que só recorda de uma, a primeira. Brendo diz que esperou a vítima morrer e quando ela deu o último suspiro, decidiu tentar contra a própria vida, cortou os pulsos e desferiu um golpe de faca no próprio peito. Após ter desmaiado, ele já acordou no hospital”, explicou Campello.

A delegada informou ainda que a família de Brendo alegava que ele tinha transtornos psiquiátricos, mas até o momento não há nenhum laudo nos autos e nem diagnóstico formalizado. Ele também não faz nenhum uso de medicamento.

“Brendo estava tranquilo no depoimento e, embora se dissesse arrependido, aparentava frieza. Ele não tem nenhuma passagem, mas como sempre faço questão de destacar, ninguém pode achar normal um relacionamento abusivo e repleto de ciúmes. Infelizmente, pode acabar acontecendo o mesmo fato passado por Mara Elisa. O local onde aconteceu o crime era a casa da tia dele, onde ela passava os fins de semana com ele. O casal estava junto há nove meses e dias antes ela teria pedido um tempo dele. Eles dois mexiam nos respectivos aparelhos celulares e tinham ciúmes um do outro, segundo ele”, relatou a delegada.

Procedimentos

Após depoimento, Brendo foi conduzido à Central de Recebimento e Triagem (CRT), onde irá ficar à disposição da Justiça para responder pelo crime de feminicídio. 

Fonte: Em tempo